07
Maio/2008
|
Tão Só
Tão Só Ah...!Tão só e triste,que deprimente!Tão longe de tudo,tão perto de nada...Que mágoas,torturas,façanhas,tamanhas!Que denso rio de dores,horrores,bruxuleantes,que me queima a alma!Tão só e presa na corrente que me mordeo pulso,porque aqui quero ficar,agarradaa um vazio sombrio e inexplicável...Choro,entorno as lágrimas que me encharcamo corpo nu e afasto sem querer a claridadeque me fere o olhar...E como dói,este divagar...perdida num oásis de miragem,porque onde me perco,só há areia,imensidão e deserto!E onde me pulsa a vontade,eu por vezes vacilo,e tropeço nessa força que se insinua mas que sedesfaz na sombra duma tão breve e insólita,lua...!Ah,inferno de Dante,ah,mejera tão má,que me rouba,a vida e despe-se sem pudor,com sonoras gargalhadas...!Quero,quero fugir,mas este chão que piso,está cheiode tinta,de água,de barro,de tudo o que enfeita a minhajá meia longa viagem.Arrasto-me...para te poder ver...e apenas vejo o que o coração só pode enxergar!Que é tão sómente,quase,quase nada...E mergulho lenta e paulatinamente na noite escura...!Graça BrazAlmaLusa

|